terça-feira, 29 de setembro de 2009

Almoço com vista para Paris

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Segunda-feira foi dia de almoço na Torre Eiffel, no restaurante Jules Verne. Comida maravilhosa, mas, além disso, foi bom reservar lá porque não pegamos fila para subir na Torre. O restaurante não é no topo, mas já é bem no alto, tem uma vista maravilhosa. A comida é ótima e o serviço é perfeito, mas mesmo que não fosse, já valeria a pena pela vista. Encontramos brasileiros no elevador. Fomos uns dos últimos a sair do restaurante.

Depois seguimos para o Museu Rodin, mas estava fechado (não abre na segunda). No caminho paramos no Hotel des Invalides, local que Napoleão construiu para tratar e abrigar os mutilados e feridos de guerra. Eu estava meio enjoada, pois comi a sobremesa de sorvete de queijo com figos no restaurante da Torre, sem nem ligar pra minha intolerância à lactose. Mas ficar enjoada no Hotel des Invalides, depois de almoçar na Torre Eiffel é outra coisa, né?! Lá também é onde fica o túmulo de Napoleão.


Ma Français est trés bizarre

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O homem do mapa e das expressões multilingüísticas: ninguém pode acusá-lo de não se comunicar!

Alex e suas expressões poliglotas: em Buenos Aires foi "la cuenta e una ambulancia" e "pues ahora" e aqui já teve "ma français est trés bizarre" que ele falou para a atendente da farmácia e "je ne`pa time" ontem para o taxista na hora de ir ao Moulin Rouge!


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Mais do primeiro dia

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Eu não imaginei que eu teria energia o suficiente para ir passear logo no Domingo, dia que chegamos em Paris! Sabia que iria estar cansada e realmente, minhas previsões estavam certas. Eu tava podre! No vôo de Porto a Paris comecei a cochilar profundamente, quando já estávamos bem pertinho da hora do pouso. O Alex me acordava pra olhar a paisagem lá em baixo e um minuto depois eu já dormia de novo. Depois no táxi até o hotel também: o cansaço era tanto que tive que deitar no colo dele pra tirar uma soneca até chegarmos. Mas depois que nos instalamos no hotel parece que minhas forças se renovaram e saí por aí no maior ânimo. Valeu a pena total! Estava uma tarde linda de domingo, com sol e calor. Muita gente na rua: andando de bicicleta, caminhando, nos cafés, nas praças, fazendo piquenique, comprando algodão doce e crepes nas ruas... Gente bonita, bem vestida, elegante! E tudo isso naquelas ruas com prédios lindos, de arquitetura antiga, monumentos...

Nosso hotel fica próximo ao Monumento da Bastilha, aquele que tem uma rótula bem grande e confusa, em que alguns filmes os motoristas se perdem ali e ficam dando voltas e mais voltas ao redor daquilo! E ali perto desse monumento tem ruas muito charmosas, cheias dos famosos cafés de Paris, restaurantes, igrejas...

Tudo aqui é grandioso, milenar, tradicional, duradouro. Tudo aqui nos faz pensar em história, em como o mundo é grande, em todas as pessoas que já viveram naqueles edifícios antigos.

Fomos andando até chegar no Rio Sena. É tudo aquilo de lindo e muito mais! E já que estávamos por lá, resolvemos ir até a Torre, para sacramentar realmente que estávamos em Paris. Chegamos com as luzes acendendo e a emoção foi enorme. A gente pensa tanta coisa, pensa nas pessoas que a gente ama que sonham em um dia estar ali, pensa em como isso é um sonho de tanta gente nesse mundo e nós estamos realizando!

domingo, 27 de setembro de 2009

Enfim, Paris!

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Mas, chegamos em Paris! E os cansaços, desconfortos e insônias do vôo já foram todos esquecidos. Tanto que só chegamos, nos instalamos no hotel, tomamos banho e fomos bater perna. Uma tarde linda, temperatura agrdável, sol brilhando. (As blusinhas de manga curta forma uma boa idéia, mãe!) Chegamos em Paris. Estamos em Paris!!! A gente tá em Paris. "K-raleo, nós tamo em Paris!" É isso que a gente repete um pro outro de vez em quando. Ainda é meio inacreditável. Mas ontem, mesmo com o cansaço todo de várias horas sem dormir, já saímos andando por aí e conhecemos Places de Vogues, umas igrejas lindas, vimos o Louvre de longe, caminhamos à beira do Sena e vimos milhares de monumentos e prédios lindos. Um conto de fadas! E terminamos nossa caminhada onde? Ora, onde mais? Na Torre, recém iluminada!!!! É maior do que eu imaginava, é mais lindo do que eu imaginava, é mais impactante do que eu imaginava. É tudo!

Sim, a cara inchada é choro! Me emocionei demais!!!


Pensa que é glamouroso, é?

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Dormir durante o vôo? Hahaha, conta outra...

Depois de tentar todas as posições possíveis, tentar assistir um filme, mas sem conseguir me concentrar o suficiente pra isso, ir até à "cozinha" do avião pedir água, caminhar pela aeronave inteira, voltar lá atrás e pedir pra visitar a cabine (não é permitido), sentar no braço da poltrona (ainda bem que pegamos corredor), bater umas fotos do Alex dormindo (na verdade ele não estava necessariamente dormindo pelo que você pode perceber pela língua), tomar meio Rivotril, abrir o compartimento de bagagem de mão pra botar e tirar coisas da bolsa umas 30 vezes...

Depois de tudo isso, peguei o netbook e consegui só escrever o texto abaixo, com os 10 minutos de bateria que me restavam:

Não faço a menor idéia de como essas pessoas todas conseguem dormir nesse espacinho apertado entre um banco e outro e nessa poltrona desconfortável. Quase não tenho posição para as pernas! Fora o fato de eu já ser toda agitadinha e estar acostumada a dormir tarde. São só 23 horas no horário brasileiro e a galera já puxou cobertinha e tão tudo de boca aberta dormindo pesado. Eu to agitadíssima. Já andei pelos corredores todos, só não ultrapassei a cortininha mágica que leva à classe executiva. Ooohhh aquilo sim, é viajar com estilo. Mas, deixa estar, to indo pra Paris, deve ser que nem parto, depois que o filho nasce se esquece as dores de parir. Provavelmente quando eu chegar esquecerei as dores de ir a Paris!

E o banheiro?! Ai, gente, sempre que viajo de avião evito ao máximo ir ao banheiro. Mas são sempre vôos curtos, até dá pra segurar, mas dessa vez não teve jeito: já tive que ir duas vezes. E o banheiro é tão minúsculo quanto os banheiros de vôos domésticos. Tinha esperança que por ser avião que faz viagem internacional o WC fosse maior. Que nada! Nos filmes a galera faz "tanta coisa" em banheiro de avião, né, até parece! Fazer xixi lá dentro já é uma proeza, imagina o resto!!!

Tenho só mais uns 3 minutos de bateria do netbook e depois voltarei a zumbizar pela aeronave. Deviam combinar um carteado entre os insones. Não, porque sério, é impossível achar uma posição minimamente decente para se dormir na classe econômica.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

GPS chato, bananas e Viagrão

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Uma pequena etapa da viagem já está feita. Pequeníssima, mas já é uma parte. Estamos em Porto Alegre e vamos dormir aqui pra pegar o vôo pra São Paulo amanhã de manhã e esperar lá até 5 da tarde para pegar o vôo São Paulo-Porto-Paris.
Meu pai resolveu programar o GPS para a viagem, mas peraí... É Porto Alegre, a gente vem até de olho fechado! E dá-lhe aquela mulherzinha do GPS falando "vire à direita", "vire à esquerda", desde a hora que saímos de casa. E quando acelera um pouco a mais já apita uma sirene chatinha! Uma mala sem alça! Eu fiquei meio enjoada e já aproveitei pra dizer que a voz da mulher do GPS estava me enjoando, aí concordaram em desligar aquela pentelhice.
Mas meu enjôo na verdade era fome ("gastríticos" sabem como é, muito tempo de estômago vazio já começa a dar aquele mal estar). E agora com todos esses cuidados alimentares por causa da gastrite e da intolerância à lactose recém descobertas fica mais difícil fazer lanchinhos de beira de estrada. Mas, ora, ora, estávamos na Estrada do Mar, cheia de tendas de frutas e quitutes. Então nada melhor que comprar uma deliciosa penca de bananas! Quem diria que um dia eu trocaria Ruffles por banana?!

Ah, mas não teve só banana, teve também uns amendoinzinhos de nome sugestivo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Minha Personal Bagging

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Hoje a mãe veio aqui me ajudar a arrumar a mala. Porque o senso dela de como utilizar os espaços é incrível! Eu devia ter fotografado um antes e depois das roupas fora da mala e depois tudo dentro pra vocês verem a proeza.
Arrumar mala é difícil: o que levar, o que deixar. Ter alguém ajudando é bom, porque às vezes a gente gosta tanto de uma roupa que não percebe que ela já tá nada a ver e que não é uma peça digna de se passear em Paris. Claro que estou levando roupas e sapatos bem confortáveis pra bater perna por aí. Palmas para a Bottero, que tem umas botas com solado de borracha, que parece que você está descalça. Mais confortável que tênis!
Agora só falta a bagagem de mão.
Quando já estávamos acabando e eu ia fazer um cafezinho, chega o Alex com taças de champanhe para brindarmos e já irmos entrando no clima. Lógico que fizemos aquela festa, dando aqueles gritinhos meio bichas, que quem já viu eu e minha mãe juntas diante de algo que consideramos muito legais sabe do que se trata.